Conferência Global sobre Doenças Não Transmissíveis tem a participação do Brasil

A Conferência Global da OMS – Organização Mundial da Saúde que ocorreu no dia 18 de outubro de 2017, contou com a presença de Ricardo Barros, atual ministro da Saúde. A Conferência Global realizada em Montevidéu – Uruguai, tratou sobre DNTs – Doenças Não Transmissíveis. O foco desta Conferência Global foi instruir e tratar de informações aos Estados-Membros para saber lidar com essas doenças, com base em iniciativas globais junto aos países.

Também esteve presente no evento Tabaré Vásquez, atual presidente do Uruguai; Tedros Adhanom, diretor da OMS; Carissa Etienne, diretora da OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde, acompanhados de ministros da Saúde de vários países. Ao decorrer deste evento, Ricardo Barros discursou sobre o quanto o Brasil é experiente no enfrentamento das DNTs.

“O Brasil é um dos seis países que cumpriu a meta da OMS de organizar um sistema de indicadores para o monitoramento e avaliação de doenças não transmissíveis. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos, ganhamos seis anos de expectativa de vida. Isso se deve a diversos fatores, como a redução por doença cardiovascular, diminuição do consumo de tabaco, aumento do consumo de frutas e hortaliças, 30% de redução do consumo de refrigerantes e detecção oportuna do câncer de mama, onde 78% das mulheres entre 50 e 69 anos têm acesso ao exame preventivo. Reduzimos, portanto, 4% ao ano as mortes por doenças crônicas não transmissíveis”, explica Barros.

Houve uma grande redução da mortalidade prematura relacionadas com doenças crônicas em todo o país, que cada vez mais tem feito menos vítimas entre a população de 30 a 69 anos. Um dos dados que levam a afirmar isso, é um dos levantamentos do Saúde Brasil 2015, que todo ano é realizado pelo Ministério da Saúde aqui no país. Em um período de 14 anos, esse índice sofreu um recuo de 449 mortes por 100 mil habitantes e ficou na casa de 347,4 mortes a cada 100 mil habitantes, um percentual de redução de 4,2% ao ano.

As regiões do Brasil que mais tiveram recuo neste percentual foram a região Sudeste e Sul. As duas regiões registraram uma redução com uma taxa média de 5,3% ao ano. Na comparação entre homens e mulheres, o levantamento aponta para uma maior taxa de mortalidade entre os homens mediante a todo o período levantado.

Tratar desse problema é de fato uma questão mundial, sendo que os índices de mortalidade prematura por DNT é um problema agravante em muitos países. Entre os anos de 1990 e 2013, o número de mortes recorrente a DNT teve um aumento em todo o mundo de 42%. Houve um salto no número de vítimas de 27 milhões de mortes em 1990 para 38,3 milhões de mortes em 2013.

A cidade de São Paulo concentra 90% dos casos de hepatite A em todo o estado

A cidade de São Paulo vem enfrentando em 2017 um surto de hepatite A, informa a Secretaria Municipal da Saúde. De janeiro de 2017 até 16 de setembro deste ano, o número de casos da doença já chega a 517 em toda a capital. Em comparação com o mesmo período em 2016, o número de casos registrados eram 54.

Em todo o estado de São Paulo, é na capital que se encontram a maioria das ocorrências de hepatite A, concentrando 90% dos casos. Em 2016 houve concentração menor dos casos na capital paulista, somando 40% do total de casos registrados até o final do ano.

Mesmo sendo considerado menos agressiva e preocupante do que as demais hepatites, essa forma de hepatite tem o poder de causar problemas no fígado com recorrentes inflamações. A hepatite A também é considerada uma virose muito fácil de se espalhar, sendo de fácil contágio. O contato com alimentos e água contaminados, fezes de pessoas contaminadas ou lugares de pouca higiene, são fatores para o contágio.

Em 2017, dois pacientes moradores da cidade de São Paulo não resistiram e vieram a óbito, segundo a secretaria. Em outros 4 casos, os pacientes contaminados com a hepatite A na cidade necessitaram de um transplante de fígado para sobreviverem.

A médica da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Geraldine Madalosso, diz que o foco da doença se concentra entre moradores de ruas que se encontram na cidade de São Paulo. Um dos meios de contágio muito comum é o ato sexual sem qualquer forma de prevenção. A relação sexual é um dos fatores de transmissão recorrente entre pessoas de 20 a 39 anos.

A dica segundo a médica é que as pessoas procurem se prevenir antes nas relações sexuais, e sempre utilizem preservativo, que podem ser adquiridos em postos de saúde gratuitamente. Ela ensina que lavar as mãos antes de comer é uma das principais armas contra a hepatite A. Os hábitos de higiene de um modo geral ajudam a evitar a contaminação. Também é importante evitar o consumo de alimentos crus que não foram bem lavados e consumir água que não seja de uma fonte confiável.

 

Saiba mais sobre o outubro Rosa e a sua importância

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O Outubro Rosa é um movimento que acontece em âmbito global durante o mês de outubro. O seu grande objetivo é chamar a atenção para a importância de se prevenir e realizar o diagnóstico precoce do câncer de mama.

A origem desse movimento surgiu nos anos 90, nos Estados Unidos, em uma época em que vários estados do país realizavam ações isoladas sobre esse tema. Após uma aprovação do Congresso Nacional, outubro passou a ser considerado oficialmente como o mês da prevenção contra esse tipo de câncer no país.

A ideia de relacionar essa causa com a cor rosa foi feita pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, que decidiu distribuir laços cor de rosa para as pessoas que participaram da 1ª edição da Corrida pela Cura, realizada na cidade de Nova York em 1990. Meses depois, o laço rosa já se tornaria um símbolo da prevenção ao câncer de mama, passando a ser distribuído durante desfiles, festivais e vários outros eventos.

Apesar de ser importante manter a conscientização sobre a doença durante o ano inteiro, o mês de outubro acabou se tornando o seu grande símbolo em vários países ao redor do mundo.

Em relação ao Brasil, a primeira vez em que o Outubro Rosa obteve destaque foi no ano de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, que fica em São Paulo, foi iluminado com a cor rosa em outubro. A cada ano, o movimento ganhou mais força e espaço na mídia, alcançando assim um número cada vez maior de cidades brasileiras. No ano de 2017,  o Cristo Redentor também irá aderir a causa e ser iluminado com uma luz rosa.

Nos dias de hoje, o câncer de mama é o segundo mais comum no mundo. No Brasil, os índices de mortalidade provocados por esse tipo de câncer permanecem bem altos, em especial nos casos em que a doença é diagnosticada já em fase avançada. Para evitar que isso aconteça, tanto o autoexame nas mamas como também a mamografia são fundamentais para as mulheres acima de 40 anos ou aquelas que possuem histórico da doença em sua família.

 

Tecnologia usada na área da robótica fará parte de futuras cirurgias do SUS

Esses recursos estão sendo estudados para serem introduzidos já na região Centro-Oeste e promete ser mais eficientes a curto, médio e longo prazo para os pacientes do país.

Essa modalidade de cirurgias já vem sendo realizadas em São Paulo, em hospitais capacitados com aparelhagem robótica e sobre a supervisão do Ministério da Saúde. A região Centro-Oeste segue o mesmo caminho e está próximo de conseguir um apoio efetivo junto ao SUS – Sistema Único de Saúde, para conseguir oferecer as cirurgias com uso robótico. O HRAN – Hospital Regional da Asa Norte, que fica localizado no Distrito Federal, será o primeiro hospital da região a oferecer esse tipo de serviço.

O objetivo deste projeto que se estenderá cada vez mais por todo o país, é oferecer um método menos invasivo para a população quando se trata de cirurgia. As cirurgias ganharam mais precisão e serão mais seguras e rápidas. Isso será um passo importante para os pacientes que irão usufruir deste benefício.

“É um projeto ousado e importante. Estamos estudando a possibilidade de introduzir a tecnologia robótica em fase experimental de pesquisa para fazer a avaliação de desempenho no SUS, verificar os benefícios para saber se temos viabilidade de ampliar o investimento futuramente para outros hospitais”, diz Marco Fireman, secretário do SCTIE – Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.

Isso é nada mais nada menos que o futuro sendo consolidado. Essas novas técnicas não só são mais precisas e seguras, mas possibilitaram mais agilidade na realização de cirurgias, principalmente pelo fato de que o médico poderá realizar a cirurgia estando em outro país por exemplo. O diagnóstico de doenças de um modo geral será também mais ágil.

“É uma inovação que permite a visualização de tumores de forma mais detalhada, rastreando inclusive aqueles que não são identificados em cirurgias comuns. A tecnologia permite alto desempenho em procedimentos de ressecção de tumores e aumenta as chances de cura de pacientes oncológicos. É um avanço inestimável, porque a vida não tem preço e a saúde pública no país receberá um apoio fundamental dos órgão públicos”, enfatiza Renato Teixeira, médico e diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SCTIE.

Auxílio da tecnologia de realidade virtual começa ser utilizada em tratamentos

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Uma pesquisa realizada com pacientes que foram estimulados a jogar jogos de realidade virtual, revelou que houve um quadro de melhora em relação a resposta que o paciente demonstra diante das dores enfrentadas por ele.

No começo os pacientes eram estimulados a se distraírem com os jogos a fim de gerar entretenimento. Esse pode ser o começo de uma alternativa efetiva para a redução do uso de analgésicos utilizados no tratamento de dor.

O ideal nessa nova abordagem de tratamento diretamente voltado para a dor enfrentada pelo paciente, é que ele não utiliza drogas e, portanto, acaba sendo uma alternativa revolucionária.

“A imaginação guiada tem sido um tratamento para distúrbios psicológicos e a realidade virtual é uma maneira mais imersiva de fornecer esse método”, diz Anita Gupta, a autora principal do estudo da Universidade de Princeton.

Parece brincadeira de criança, mas é comprovado que a reação liberada por essa modalidade de jogos trabalha aspectos psicológicos a ponto de aliviar sintomas de dores, ajudando no processo de liberação de substâncias propícias.

O fator de distração tem o poder de auxiliar no alívio dos sintomas das dores, conforme aponta uma sequência de 6 estudos voltados para essa área. Mas ficou provado que essa modulagem com o uso de jogos de realidade virtual vai além de uma simples distração, e podem agir na programação e mudanças do sistema nervoso central.

“Mais pesquisas são necessárias para saber se a realidade virtual é verdadeiramente eficaz, mas tê-la como mais uma opção para tratar a dor é uma alternativa muito promissora”, explica Gupta.

Mas ainda é cedo para depositarmos todas as fichas nessa nova modalidade de tratamento que está surgindo com o uso da realidade virtual. Existem céticos que não apoiam o uso de tecnologia de realidade virtual ou outra modalidade de jogos que possam ser mais explorados a curto, médio e longo prazo. Os médicos ainda estão divididos, mas é fato que essa tecnologia só tende a somar.

“Os pacientes precisam entender que a realidade virtual é apenas uma ferramenta para projetar tratamentos, e não um tratamento por si só”, diz Max Ortiz, da Chalmers University of Technology em Gotemburgo – Suécia.

 

Uma nova vacina contra o HIV poderá surgir de estudos em macacos

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Um estudo realizado em macacos para desenvolver novos anticorpos no combate ao HIV, apresenta resultados satisfatórios na esperança de serem utilizados em seres humanos. Os anticorpos chamados de “Três em Um”, estão sendo desenvolvidos em laboratório e mostra que todos os macacos que recebem estes anticorpos, não sofreram a ação do vírus e não foram infectados.

A expectativa dos idealizadores do estudo é de que uma vacina preventiva contra o HIV pode estar a caminho. O estudo foi publicado na revista Science no dia 20 de setembro de 2017.

O estudo foi realizado pelo laboratório Sanofi Pasteur junto ao NHI – Institutos Nacionais de Saúde, e foram feitos sobre a responsabilidade dos cientistas Ling Xu, Gary J. Nabel e John R. Mascola. Os elementos do “Três em Um” são pensados em três anticorpos que atuam de maneira a neutralizar com muita eficiência as cepas que são recorrentes do HIV de forma individual.

Para ter certeza de que essa é uma abordagem que deve ser a base de criação para uma vacina, os responsáveis fizeram muitas avaliações em formas de combinações, e testaram essas combinações em laboratório. O laboratório Sanofi ajudou a empregar tecnologia para a realização desses estudos, feita em parceria com os institutos. Os resultados melhores observados aconteceram em uma junção entre os anticorpos 10E8v4, VRC01 e o PGDM1400, os três anticorpos que compõe a base dos resultados positivos em macacos.

Foram utilizados 8 macacos que receberam os três anticorpos somente na fase final dos testes, sendo que outros dezesseis macacos da mesma espécie receberam anticorpos combinados de outras formas. Depois de terem passados cinco dias, todos os animais foram expostos ao vírus HIV, sendo que nenhum dos oito macacos com o Três em Um foram contaminados, e os animais do outro grupo se infectaram.

É importante que as pessoas saibam se estão infectadas ou não e que procurem fazer o autoteste. Se dentro de alguns anos a vacina for desenvolvida é importante termos controle desta doença. Devemos evitar que ela se espalhe cada vez mais e a vacina será a chave disso.

“Advogamos tanto com relação ao autoteste porque acreditamos que ele amplia e muito a cobertura diagnóstica. Têm pessoas que não querem ir à unidade de saúde para fazer o teste do HIV”, diz a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.

 

O suicídio entre os idosos é um caso de saúde pública, diz especialista

Segundo um estudo, em um período de 4 anos, a taxa de suicídios aumentou no Brasil em 12%. Dados apontam que as mulheres são as que mais tem intenção de acabar com a própria vida, porém, os casos registrados em grande maioria são de homens.

O número saltou de 10.490 contabilizados em 2011 e nos últimos anos, e foi para 11.736 casos no ano de até 2015. Dos anos de 2011 até o ano passado, foram registrados 62.804 suicídios em todo o país, e desses, 79% foram vítimas do sexo masculino. Em vista disso, fica claro que se trata de uma questão pública e devem ser realizados programas de prevenção deste problema.

Os responsáveis por um estudo lançaram um boletim epidemiológico que diz respeito ao suicídio no Brasil. São dados do Ministério da Saúde e que foram divulgados no boletim no dia 21 de setembro de 2017. Essa divulgação já conta como uma forma de entrar neste problema em busca de soluções, sendo que essa é uma das iniciativas do “Setembro Amarelo”, mês que é enfatizado este mal para a sociedade.

Detalhes do estudo revelam que pessoas na faixa etária de 70 anos ou acima disso, é onde se concentram as maiores incidências de casos de suicídio no Brasil. Eles respondem por 8,9 casos de suicídios/100 mil pessoas. Fátima Marinho, especialista do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde, levanta que a população está envelhecendo em todo o mundo. O número de idosos está aumentando cada vez mais em todo o mundo, sendo assim, por eles serem mais propícios a isso, o número de casos tende a crescer se nada for feito.

A especialista também enfatiza que os idosos são mais suscetíveis a doenças crônicas, mal tratos familiar e da sociedade, e acabam sendo as maiores vítimas da depressão. Essa grande taxa de suicídio entre pessoas idosas já vem sendo medida no mundo todo, sendo que a forma de enforcamento predomina com 62% dos casos que levam a morte por suicídio.

“É uma questão de intervenção pública, onde a sociedade deve ser estimulada a ajudar no combate deste mal. Devemos desde já intervirmos para que novos casos não aconteçam e certas medidas devem ser adotadas a curto, médio e longo prazo, como a conscientização de cuidarmos melhor dos nossos idosos”, diz a especialista.

 

Obsessão pela dieta perfeita pode ser transtorno alimentar

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Diferente da anorexia e da bulimia, a ortorexia é um quadro com característica de obsessão pela pureza do que come. Não existe relação com peso ou calorias.

Apesar de ter sido nomeada há duas décadas, a doença ainda é considerada pouco conhecida pela ciência, pois não consta na lista oficial de transtornos alimentares. Isso não torna ela menos alarmante e foi tema da palestra no Ganepão realizado em São Paulo, um dos maiores encontros de nutrição da América Latina.

A preocupação com a alimentação perfeita, é a restrição e exclusão de grupos alimentares importantes. A nutricionista Marle Alvarenga do Instituto Nutrição Comportamental, conta sobre as características da doença quando o individuo leva a refeição de casa, caso contrário acaba nem se alimentando. O bem-estar fica prejudicado, pois situações que interagimos com amigos e familiares sempre envolvem comida e para uma pessoa ortoréxica, isso significa nenhuma força de vontade.

A ortorexia passou por atualizações nos últimos anos, pois há quem exagere com os cuidados alimentares por questões de ideologias éticas ou fisiológicas. Muitas pessoas se tornaram ortoréxicas devido a atual concepção do que é saudável e do que não é.

Comer bem ou adotar hábitos saudáveis não significa um problema, esclarece o psiquiatra Fábio Gomes de Matos, fundador do Centro de Tratamento de Transtornos Alimentares. “Na ortorexia, esses pensamentos sobre comida ocupam a mente a maior parte do tempo. Além disso, representam um fator de limitação, fazendo com que a pessoa deixe de ir a uma festa só porque não encontrará opções consideradas adequadas por exemplo”.

A ortorexia não é restrita a um campo mental, é comum encontra pessoas adeptas de cardápios saudáveis com finalidades de reforço de tratamentos médicos, como a dieta sem glúten, que é recomendada a indivíduos com doenças relacionadas a sensibilidades ao glúten. Essa é uma dieta que se for seguida sem autorização médica pode causar falta de fibras e prejudicar o funcionamento do intestino.

Devido à falta de reconhecimento da doença como transtorno alimentar, a ortorexia não tem tratamento específico, mas assim como a anorexia a bulimia o tratamento envolve com diversas áreas em conjunto. Não se conhece a cura, mas o tratamento disponibiliza controle.