Comprovação científica de Jorge Moll revela que bem ativa áreas do cérebro

Um estudo dirigido por Jorge Moll Neto, médico neurologista e presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), juntamente com João Ascenso, psicólogo e doutorando do IDOR, comprovou que ações realizadas em favor ao próximo são responsáveis por ativação de determinadas áreas do cérebro. Isto é, através deste estudo a ciência foi capaz de evidenciar que praticar o bem leva satisfação não somente para quem é contemplado pelo ato, mas também para aquele que realiza a ação altruísta, independente do que seja.

Para chegar a esta conclusão, na pesquisa conduzida pela equipe de Jorge Moll Neto foi feito um experimento utilizando um equipamento de ressonância magnética para mapear os cérebros dos voluntários. Durante este mapeamento foi observado que os “centros de recompensas”, como são chamadas as regiões do cérebro acionadas por ações que remetem a sensação de prazer, eram ativados ao serem efetuadas doações para a caridade. De acordo com os resultados, a vivacidade apontada pela ativação cerebral no momento do altruísmo era equivalente à intensidade apresentada quando os próprios voluntários eram beneficiados com alguma coisa.

Também foi verificado que atitudes benevolentes com o próximo ativam a área septal e o córtex subgenual do cérebro. Estes dois locais são associados aos sentimentos de pertencimento e apego, os mesmos relacionados à união entre casais e aos cuidados que as mães têm com seus filhos. Jorge Moll Neto resumiu dizendo que quando um indivíduo age em favor de um princípio ou de uma causa relevante em seu ponto de vista, parte do complexo sistema cerebral, especificamente as áreas que passaram por grande evolução no decorrer dos milhões de anos para desenvolver laços de amizade e familiares, é ativado podendo trazer importantes benefícios à saúde.

O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, dirigido por Jorge Moll Neto, é uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo trabalhar para viabilizar a evolução na área científica e tecnológica da saúde. A Direção de Pesquisas da entidade atua nos campos de neurociência, oncologia, pediatria, medicina interna e medicina intensiva, desenvolvendo, sem abandonar a responsabilidade social, vários tipos de iniciativas nas áreas de estudos clínicos e de ensino.

A IDOR vem mantendo vínculos com várias instituições de ensino e pesquisas, tanto em território nacional quanto internacional. O Instituto também vem investindo cada vez mais em compromissos com programas de ensino. Atualmente, conta com seu próprio Programa de Doutorado em Ciências Médicas. Parcerias com Programas de Pós-graduação Stricto Sensu continuam sendo firmadas entre a entidade e Universidades públicas no Rio de Janeiro. A partir de 2010 o Instituto passou a trilhar seu caminho de maneira independente e em sua própria sede.

A Rede de Hospitais D’Or São Luiz, mantenedora do Instituto, foi criada por Jorge Moll Filho e é considerada a maior operadora independente de hospitais do país. Ao todo, a rede, com seus 35 hospitais e mais dois sob gestão (Hospital Israelita e da Criança), realiza por ano em média 220 mil cirurgias, 24,3 mil partos, 3,35 milhões de atendimentos emergenciais e 356 mil internações.

 

Especialistas explicam como processo de emagrecimento pode ser dificultado pelo cérebro

O cérebro comanda tudo em nosso corpo, inclusive o processo de emagrecimento, informou o médico endocrinologista Simão da Silva Bastos. Isso ocorre devido ao tempo que ele leva para processar que o corpo está emagrecendo.

A genética também é um fator que influencia nesse processo, porém não é uma sentença o fato da família ser obesa os filhos também serem, por isso que os médicos recomendam que cada pessoa faça uma dieta diferente da outra. Cada organismo responde de forma diferenciada de pessoa para pessoa.

O hormônio grelina, conhecido como o hormônio da fome e a leptina, hormônio que controla a saciedade funcionam de forma diferente em cada pessoa.

O corpo inicia o processo de envelhecimento após os 25 anos e aos 30 é que as pessoas começam a sentir essa diferença. Quando se tem 20 anos, perder dois quilos pode ser tarefa fácil, e aos 30 pode ser um grande desafio. Isso ocorre pelo fato do metabolismo ir desacelerando e as pessoas manterem seus ritmos alimentares sem atividade física, a tendência é o aumento de peso.

Outro fator é de quem tem mais peso perde mais peso, e se a composição do corpo for maior de músculo do que de gordura, a perda de peso é mais facilitada devido ao fato dos músculos consumirem energia.

O estilo de vida que a pessoa tinha antes de iniciar o processo de emagrecimento também é muito importante.

As doenças hormonais como a tireoide pode atrapalhar o processo de emagrecimento, assim como a deficiência de testosterona em homens, que sentirão dificuldades na produção de músculos e a perda de gordura.

Os exames laboratoriais devem ser realizados antes de iniciar o processo da perda de peso.

A motivação que muda de pessoa para pessoa também faz diferença, o importante é se esforçar e não desistir de tentar e claro, sempre procurar uma ajuda médica para receber as orientações específicas de um profissional.

O especialista citou algumas dicas para ajudar, como traçar metas tangíveis e a atividade física mesmo sem intensidade, preferir a ingestão de comidas de verdade, evitar alimentos que não são saudáveis. O especialista ressaltar que podemos comer um alimento a mais de vez em quando e aprender a compensar os exageros.

 

Autoridades estão preocupadas com o crescimento da automutilação digital

Autoridades de saúde de todo o mundo estão preocupadas com uma tendência que tem crescido entre os adolescentes dos Estados Unidos, onde esses jovens postam e compartilham mensagens que denigrem a própria imagem na internet. As mensagens são encaminhadas de forma anônima entre esses adolescentes.

Um estudo realizado nos Estados Unidos com 5.593 alunos do ensino fundamental e médio, confirmou que essa tendência tem se tornado cada vez mais comum no país. Os jovens entrevistados tinham idade de 12 a 17 anos, sendo que a cada 20 estudantes, um deles já havia praticado alguma forma de automutilação digital, ou o chamado auto-cyberbullying.

Os pesquisadores revelaram que eles também ficaram surpresos pela quantidade de jovens incluídos nesse problema. “Esperávamos algo em torno de 1%”, disse um dos especialista, Justin Patchin, que também é especialista em cyberbullying.

Patchin ainda revelou sobre os dados: “Foi surpreendente descobrir que entre 5% e 6% dos participantes já haviam praticado automutilação digital”. O especialista também é professor na Universidade de Wisconsin-Eau, onde ensina a matéria Justiça Criminal.

Os autores do estudo revelaram que os casos de automutilação do tipo físico, ocorrem quando as vítimas acabam se ferindo através de arranhões, cortes ou ainda queimaduras. Já a automutilação digital funciona como um mecanismo de ajuda, onde a vítima faz um pedido de ajuda de forma anônima em relação a um ferimento ocasionado por ela mesma.

O estudo revelou que os motivos mais citado entre os jovens que foram entrevistados, são a baixa autoestima, sintomas de depressão, busca pela atenção dos pais e a intenção de despertar uma reação de empatia nas outras pessoas.

Patchin disse sobre o problema: “Na maioria das vezes, estão à espera de uma reação, querem ver se alguém vai ajudá-los, como seus amigos vão responder. Eles apenas querem atenção de alguma maneira”.

Publicado pela revista “Journal of Adolescent Health”, o estudo contou com a parceria do professor Sammer Hinduja da Escola de Criminologia e Justiça Criminal que compõe a grade escolar da Universidade Florida Atlantic. Os dois pesquisadores dirigem atualmente um centro de pesquisa totalmente especializado no cuidado ao assédio virtual, que foi chamado de Cyberbullying Research Center.

 

Agrotóxico carbofurano foi proibido pela Anvisa por causar danos à saúde

O ingrediente carbofurano, encontrado como princípio ativo na fabricação de diversos agrotóxicos, teve a sua comercialização e importação proibida em todo o país pela Anvisa – “Agência Nacional de Vigilância Sanitária”. A proibição ocorreu por meio de um anúncio publicado no DOU – “Diário oficial da União”, no dia 19 de outubro.

A decisão tomada pela Anvisa partiu de um relatório realizado pelo GGTOX – “Gerência-Geral de Toxicologia”, uma das divisões da Anvisa, que identificou resíduos deixados pelo agente químico em alimentos. Em uma análise, os pesquisadores descobriram que esses resíduos são prejudiciais para a saúde humana.

Sendo assim, a decisão da Anvisa garante a proibição do uso direto desse composto químico em culturas como a de algodão, arroz, amendoim, cenoura, feijão, batata, milho, repolho, fumo, trigo e tomate. Contudo, nas demais culturas a Anvisa decretou a proibição do uso a aplicação na costa e aplicação aérea.

Para algumas culturas, a Anvisa ainda estabeleceu um prazo máximo de seis meses, garantindo que os produtores agrícolas transite para alternativas sustentáveis de controle de pragas. Essas culturas são: café, banana e cana de açúcar. O prazo começou a valer desde a publicação feita pela agência no Diário Oficial da União.

A Anvisa declarou no artigo publicado que os demais produtores terão apenas 3 meses para descontinuar o uso da substância química, sendo contados a partir da data da publicação. Após esse período, o produto estará proibido de ser comercializado e importado em todo o Brasil.

Alguns levantamentos sobre a presença do carbofurano em alimentos já foram feitos pela Anvisa. Um deles foi realizado no ano passado e revelou que 11% do total de amostras de laranjas continha resíduos relativos aos agrotóxicos com a composição do carbofurano.

Além dos resíduos encontrados nos alimentos, a Anvisa identificou que o uso regular do carbofurano agride o meio ambiente através da contaminação da água, sendo um forte risco para a população brasileira, segundo a agência. No artigo publicado a agência especificou que os efeitos causados pela substância química são neurotóxicos, o que significa que causa problemas no sistema nervoso, morte de neurônios e outros problemas neurológicos.

Sendo assim, a agência também garantiu que a proibição tem fundamento de acordo com a Lei 7802/1989, denominada “Lei dos Agrotóxicos”. Na lei, os critérios proibitivos para a utilização de determinados agrotóxicos diz que substâncias prejudiciais à saúde, como é o caso do carbofurano, devem ser proibidos.

18,4% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos nunca fizeram mamografia

Quando uma pessoa passa e vê a advogada Valéria Amaral feliz e sorridente, não imagina que ela já batalhou duas vezes contra o câncer de mama. Devido a um melanoma, Valéria perdeu seu marido em 2005, e após dez anos, ela teve o seu primeiro diagnóstico de câncer de mama. Uma das etapas do tratamento de Valéria foi o de retirar uma de suas mamas, mas ela não se permitiu abater e seguiu em frente.

Com o foco em ajudar cada vez mais pessoas que estão passando pela situação enfrentada por Valéria, foi criada uma campanha conhecida como Outubro Rosa. A campanha tem como objetivo estimular e instruir as mulheres a buscarem o diagnóstico precoce da doença. A campanha foi criada em 1990 nos Estado Unidos.

Hoje curada da doença, Valéria enfatiza para a importância do diagnóstico precoce. Ela conta que seus problemas hormonais funcionaram como um alerta para que ela fizesse diversos exames constantemente. Esses exames foram essenciais para que ela soubesse de seu problema e pudesse enfrentá-lo antes que ficasse pior.

De acordo com o mastologista e diretor do Inca – Instituto Nacional de Câncer, Marcelo Bello, a recomendação é de que as mulheres sempre estejam atentas e busquem uma avaliação médica se desconfiarem de algo errado.

Marcelo Bello ainda explica que o exame que detecta a doença é o popularmente conhecido como mamografia. Ele ainda afirma que há a recomendação de que o exame seja realizado na faixa etária que corresponde aos 50 e 69 anos. A OMS – Organização Mundial da Saúde, e o Ministério da Saúde, também recomendam que o exame seja feito a cada dois anos por mulheres nesta faixa etária.

Segundo os dados levantados na PNS 2013 – Pesquisa Nacional de Saúde 2013 – e divulgados pelo IBGE – Instituto Nacional de Geografia e Estatística – em 2016, um número de 3,8 milhões de mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos, nunca fizeram o exame de mamografia em momento nenhum de suas vidas. Essa faixa etária representa um número de mulheres de 18,4% de toda a população feminina.